Que nossas mãos sempre estejam juntas, neste 90 e nos milhares de dias que virão

Com a palavra…o filhote Otávio!

(Mamãe emprestou este espaço para ele se comunicar)
Crédito: Malice Fotografia
Hoje acordei com papai e mamãe me dando o maior sorriso do mundo e eu que já sei sorrir, respondi o bom dia com meu sorrisão banguela. Pois é, ainda não tenho dentes, mas eles não me serviriam de nada agora. Para tomar o meu tetê eu só preciso que a minha mamãe esteja grudadinha comigo e isso ela está sempre que eu preciso. Hoje a gente já se comunica pelo olhar, mas nem sempre foi assim.
Logo que nasci, a gente enfrentou uma batalha em tanto: eu precisava conhecer e me adaptar ao mundo fora da barrigota da mamãe e todos aqui de fora teriam que aprender a cuidar de mim. Pensa que foi fácil? Mamãe já sabia brincar de boneca, mas papai não. A diferença é que eu nasci com muitos itens de fábrica que a boneca não tem. E como nos adaptamos? Com amor.
Eu não sei muito bem ainda o que é isso, mas papai e mamãe dizem o tempo todo que me amam e logo em seguida sou coberto por beijos, abraços e muita molecagem. Isso tudo eu sei que eu adoro. Adoro também tomar o banho quentinho que eles preparam pra mim, as fraldas sujas que eles trocam sempre com carinho e sem careta e ainda, as músicas que eles cantam que me fazem dormir. Quanta criatividade!
Estou contando tudo isso porque ouvi dizer que hoje faço três meses. Sei que é meu terceiro mêsversário e por isso tem bolo aqui no meu lar doce lar. O lado ruim dessa história é que o bolo eu meu e eu não posso comer. Logo logo eu cresço, como, e ainda espalho bolo pra todo lado. Já sei que minhas mãozinhas servem pra pegar. Já sei também dizer angu. Mamãe e papai piraram quando me ouviram dizendo isso, aí eu repito sempre que tenho vontade de bater um papo. Quando não quero eu fecho a cara e choro se eles não me entenderem. O importante é a gente se comunicar.
O papo tá bom, mas minhas pestanas já estão vermelhinhas e meu farol está baixo. É hora de tirar aquele cochilo, no colo, é claro, afinal já nasci esperto. Parabéns pra mim e parabéns para papai e mamãe que fazem de mim esse filhote tão feliz!
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Sarah Vasconcellos

Jornalista há mais de dez anos, tem na escrita uma de suas grandes paixões. Com os relatos pessoais de sua coluna, espera encontrar uma proximidade com o leitor, tornando cada experiência vivida, uma maneira prazerosa de traduzir em palavras momentos de pura emoção, durante essa aventura chamada gestação.


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